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Tempo de driblar riscos

29 de Julho de 2015

Publicado em Saúde e bem-estar por Minha Área | Nenhum comentário

Quedas e acidentes dentro do apê podem acontecer com qualquer um, especialmente com idosos, mas podem ser evitados

Chegar à chamada “melhor idade” é inevitável, mas se com ela ganha-se maior liberdade e menos obrigações também chega a necessidade de se tomar maiores cuidados para evitar acidentes e lesões físicas. Um simples tropeço em um tapete, um escorregão durante o banho ou num pequeno brinquedo esquecido no meio da sala podem causar graves agressões ao corpo, resultando em fraturas e machucados.

Idosa cai

Segundo informações do Serviço Único de Saúde (SUS), os acidentes domésticos correspondem a 75% das lesões sofridas por pessoas com mais de 60 anos no Brasil, por isso não custa prevenir.

Tudo isso acontece por razões bastante compreensíveis. Segundo a Thais Ioshimoto, médica geriátrica do Hospital Israelita Albert Einstein, entre os motivos estão a perda de massa muscular e equilíbrio que ocorrem no envelhecimento normal, associados aos problemas de saúde e ao uso de múltiplas medicações. O uso de medicamentos para dormir, por exemplo, aumenta muito o risco de cair. Mas o que fazer para diminuir os riscos?

Acessibilidade é fundamental

Uma das soluções mais acertadas é apostar na acessibilidade e na chamada Arquitetura Universal. O conceito, que se resume em criar alternativas específicas para facilitar a mobilidade em qualquer ambiente, pode diminuir enormemente as mazelas que podem ocorrer por conta do passar dos anos.

Especialista neste tipo de projeto, o arquiteto e decorador Robson Gonzáles vem adotando soluções práticas para transformar casas e apartamentos em espaços totalmente à prova de quedas e acidentes.

Embora haja adaptações simples para todos os cômodos da casa, Robson ressalta que a cozinha, o banheiro e a área de serviço devem ser as prioridades. “São as áreas em que há maior possibilidade de contato do piso com água, facilitando quedas.”

Outras ações simples podem favorecer a segurança, como manter um ambiente organizado e livre de obstáculos, iluminação adequada, colocar fitas refletivas nos degraus e barras nos banheiros.

Daniela Nascimento Augusto, terapeuta ocupacional, também do Hospital Israelita Albert Einstein, reforça a importância da realização destas adaptações nos ambientes para a melhoria de acessibilidade, independência e autonomia. “Com isso proporciona-se bem-estar e continuidade das relações afetivas e sociais”, complementa.

Medidas simples que ajudam

  •  Vale colocar barras de apoio ao lado do chuveiro e também do vaso sanitário
  •  Os interruptores devem estar ao alcance das mãos, sempre em locais de fácil acesso para o idoso poder apagar e acender as luzes tranquilamente. Um abajur ao lado da cama também pode ajudar a iluminar durante a noite
  • Na cama, o colchão deve ter uma altura de 46 cm a partir do piso, que precisa ser sempre antiderapante e sem desníveis
  •  Se houver tapetes, que sejam com as pontas coladas com dupla-face
  •  Os degraus das escadas devem ter fitas refletivas
  •  É importante não deixar objetos espalhados no meio da sala ou de outros cômodos, pois podem causar tropeções
  • Telefone e interfone devem estar sempre ao alcance para qualquer emergência
  • Um medicamento que pode ser prescrito pelo médico para a prevenção de quedas é a vitamina D. Mas é importante que ela seja sempre utilizada sob orientação médica, pois pode ocorrer intoxicação se a dose for inadequada.

Imagem: Portal do Idoso


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