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Sem arriscar a pele

28 de Fevereiro de 2013

Publicado em Saúde e bem-estar por Minha Área | Nenhum comentário

Tomar sol sem proteção é muito perigoso. Para ganhar uma cor e não prejudicar a saúde é preciso se prevenir

Já faz algum tempo que os médicos e o governo alertam sobre o risco de câncer de pele em nosso País. E basta o verão começar para que as explicações sobre medidas preventivas voltem a ganhar força na mídia.

Em dias quentes, quem não gosta de curtir a piscina do condomínio ou simplesmente deitar sob o sol para adquirir uma corzinha a mais? O problema é que, sem proteção, o que seria diversão pode virar um grande problema.

Por aqui, o câncer de pele é um problema comum, e o chamado “não melanoma” representa 25% de todos os tumores malignos de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Combatê-lo requer medidas de prevenção.

Driblando a doença

De acordo com a médica oncologista Letícia Carvalho, da Oncomed, a principal prevenção ao câncer de pele é evitar a exposição ao sol sem proteção.

“Recomenda-se o uso de chapéus, guarda-sóis, óculos escuros e filtros solares durante qualquer atividade ao ar livre. Deve-se evitar a exposição em horários em que os raios ultravioleta são mais intensos, ou seja, das 10 às 16 horas. Para o uso de filtros solares, é sugerida a reaplicação a cada duas horas. O ideal é que o fator de proteção solar (FPS) seja, no mínimo, 15”, explica Letícia.

Quem não se cuidou até agora deve estar atento aos sintomas, pois quanto mais precoce o diagnóstico, melhores as chances de cura

Segundo orientação fornecida pelo Hospital A. C. Camargo, de São Paulo, alguns sintomas devem ser levados em conta quando se fala em câncer de pele: um crescimento na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida; uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, sua textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho; uma mancha ou ferida que não cicatriza e que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

Exames ajudam a detectar

Volta e meia o governo e os institutos de saúde realizam campanhas para ajudar na detecção precoce deste tipo de câncer, e vale a pena aderir.

“As pessoas têm de se conscientizar sobre o quanto é importante realizar exames periódicos para prevenir o câncer de pele. No mesmo nível em que são feitos exames para diagnosticar outros tipos de câncer como o de mama e o de próstata”, afirma a médica Denise Steiner, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia e chefe do setor de dermatologia da Universidade de Mogi das Cruzes, em São Paulo.

“O sol é o maior provocador das complicações clínicas da pele. A exposição excessiva pode causar agressões e danos que demoram anos para se manifestar no corpo. As pessoas com pele e olhos claros, as com sardas no corpo ou as com histórico da doença na família devem dobrar a atenção aos sintomas. Porém, os cuidados básicos com a pele todos devem seguir”, explica Denise.

Sinais de alerta

  • Crescimento na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida
  • Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho
  • Uma mancha ou ferida que não cicatriza e que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento

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