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Rédea curta para suas contas

7 de Fevereiro de 2013

Publicado em Meu bolso por Minha Área | Nenhum comentário

Condomínio, seguros e mensalidades são custos fixos que, bem planejados, ajudam a manter o orçamento sob controle

Como não perder o controle do orçamento? Responder a essa pergunta é o primeiro passo para conquistar uma vida financeira saudável, e a resposta é mais simples do que se imagina: planejando. Tudo bem que existem gastos imprevistos, mas também há os que já fazem parte do orçamento de forma fixa e são eles que devem ser o foco de um bom planejamento financeiro.

“É fundamental planejar todos os meses do seu ano sabendo quanto do seu provento de cada mês está compromissado com custos fixos”, explica o economista Rodrigo Corazza, especialista em Gestão Financeira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Compras em parcelas fixas, mensalidades e seguros entram na lista dos gastos que devem ser colocados desde já, mês a mês, na ponta do lápis, assim como contas de água, luz e telefone.

O que não dá para cortar

“O custo fixo é o tipo de gasto que demanda maior atenção, seja de um administrador de empresas ou de um chefe de família, pois é um tipo de gasto que não é facilmente diminuído ou cortado”, alerta Corazza.

“Um custo variável, como um jantar em um restaurante ou uma sessão de cinema, pode ser facilmente cortado ou ter sua frequência diminuída. No entanto, um custo fixo como um aluguel ou a prestação do carro não pode ser diminuído ou suspenso sem incorrer em inadimplência”, diz.

Contas cujos valores mensais variam, mas que são fundamentais para a manutenção da casa, como água, luz e telefone, também devem ser pensados como gastos fixos.

É por exigirem grande comprometimento em relação a datas de pagamento e corresponderem à maior parte do orçamento que eles precisam ser controlados.

“Um bom planejamento orçamentário começa com o levantamento detalhado de seus proventos e de todos os seus custos fixos”, explica o economista. Os gastos fixos são a prioridade, e o que sobrar é o destinado a gastos variáveis.

Vai pagar quanto (e quando)?

O economista aconselha que se faça uma lista, mês a mês, dos gastos fixos e de quanto eles devem consumir.

“Recomendo que se faça uma estimativa do quanto você gastou com essas contas no passado e adote estes valores como custo fixo nos meses seguintes”, orienta Rodrigo.

Faça uma lista dos gastos fixos e dos gastos variáveis de maior importância. Quitar essa soma mensal deve ser prioridade. Não se esqueça de observar as datas de vencimento, já que podem incidir juros sobre algumas contas.

Fazer com antecedência essa relação de gastos evita que o orçamento saia do controle e que contas fiquem atrasadas.

“É exatamente a falta de planejamento que fará com que você passe por aperto todos os meses. E um bom planejamento começa pelo levantamento correto de informações dos seus gastos”, diz.

Outras dicas importantes

Além dos conselhos do economista da FGV anote aí mais algumas atitudes que vão ajudar você a manter rédea curta nas suas contas:

  • Procure sempre gastar menos do que ganha
  • Avalie sempre os seus gastos e seja disciplinado, para evitar despesas desnecessárias que podem comprometer suas contas
  • Coloque no papel tudo o que se refere a suas finanças. Melhor ainda se você fizer uso de uma boa planilha de contas pessoais, que hoje pode ser baixada gratuitamente de vários sites de conteúdo especializado
  • Procure poupar uma parte do que você ganha mensalmente. Como ninguém sabe o dia de amanhã é sempre bom ter alguma reserva

 


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