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Navegando rápido na internet

19 de Outubro de 2015

Publicado em Manutenção por Minha Área | Nenhum comentário

Prédios antigos precisam de infraestrutura para ter fibra óptica. Saiba o que é preciso perguntar antes de contratar

Estar incluído na chamada Era Digital não é mais uma simples opção, mas, sim, uma necessidade. Dispor de uma internet rápida, entretanto, ainda é algo que não acontece em muitos condomínios.Computador

Moradores de condomínios cujos edifícios têm mais de 20 anos de construção, por exemplo, ainda sofrem para contratar uma internet coletiva de qualidade. E se você já se pegou pensando em contratar um serviço de maior velocidade, como a fibra óptica, saiba que há algumas perguntas a serem respondidas antes de bater o martelo na contratação.

A primeira delas é sobre a real necessidade de contar com esta opção, que normalmente é ideal para quem precisa ter internet o tempo todo e é considerada a alternativa do futuro para transmissão de dados, voz e vídeo. Como transmite informações através da luz, ela é imune a interferências eletromagnéticas como costuma acontecer com os cabos metálicos, ou seja, você não precisa se preocupar com as quedas de sinal tão comuns em outras alternativas.

Além disso, a largura de banda costuma ser muito maior, o que significa uma internet muito veloz.

Segundo Leandro Lima, da Techno Wind Assessoria Técnica em Comunicações, a principal questão é a infraestrutura necessária, que nem todos os condomínios têm. “Caso não tenham, precisamos dar um jeito de criar para passar o cabeamento”, explica. Neste caso é necessária a execução de obras que ampliem a capacidade das tubulações, e é preciso ver o quanto estas obras podem realmente ser realizadas e o custo-benefício.

“Os prédios mais antigos, acima de quinze ou vinte anos de construção, não previam a expansão dos aparelhos eletroeletrônicos, TV a cabo ou sistema de segurança e, por isso, não há tubulações suficientes. Na maioria das vezes há necessidade de obras que ampliem a capacidade”, explica Wiliam Oliveira, síndico, há três mandatos consecutivos, de um condomínio localizado na zona leste de São Paulo.

“Já os prédios mais novos, em sua maioria são providos de tubulações suficientes, isso quando já não vêm com fiação de fibra óptica no caso dos de alto padrão”, destaca.

Como cada caso é um caso, se a ideia for contratar um serviço do tipo, o ideal é conversar com o síndico, ver se já foi verificada a questão da infraestrutura em algum momento e, em caso negativo, pedir que a empresa responsável pela instalação realize uma visita para averiguar.

Vantagem do coletivoTanto Wiliam Oliveira quanto Leandro Lima concordam que é mais prático e vantajoso para um cliente procurar uma assinatura coletiva em detrimento da individual. “Em geral, a empresa faz a publicidade nas dependências do condomínio, com autorização do síndico, e executa os trabalhos, ou seja, instala seus cabos em todo o edifício.

Mesmo que poucos condôminos adquiram os serviços de imediato, à medida que novos moradores forem aderindo, a empresa precisará fazer a instalação somente dentro da unidade”, explica Oliveira.

Este caso também pode facilitar a execução de eventuais obras para ampliar a capacidade das tubulações para a passagem de fibra óptica. Vale levar o tema em assembleia e checar se a maioria dos presentes gostaria de ter internet mais rápida e apoiaria o investimento.

Problemas e receios – Além da questão estrutural, que pode atrapalhar a contratação de internet rápida, outro empecilho que normalmente surge em contratações de internet coletiva, segundo Lima, é a desconfiança.

“Muitos clientes ainda pensam que a instalação de uma internet coletiva resultará no ‘roubo’ do sinal por parte de um vizinho. Nosso trabalho é mostrar que o procedimento é completamente seguro, e que há o recurso das senhas para dar mais proteção a cada um. A contratação do serviço coletivo é muito mais vantajosa pelo lado financeiro, e isso tem que ser levado em conta.”

Por experiência própria, Oliveira alerta para outro aspecto que também é causador de dores de cabeça até a finalização do projeto, para que todos possam curtir a modernidade de uma internet rápida e conjunta: “Assembleias, rateios extras, contratação de empresa especializada, barulho, sujeira, reclamação daqueles que foram contra a instalação e daqueles que sequer comparecem às assembleias, entre outros”.

Ou seja, é preciso pesar prós e contras e, se a maior parte dos moradores concordar, enfrentar alguns contratempos temporários para poder contar com maior tecnologia no futuro.

O que perguntar ao síndico

  • Antes de partir para a contratação, cheque com o síndico se já não há internet coletiva no prédio, algum acordo com operadora ou se já foi feita pesquisa a respeito.
  • Pergunte se o prédio tem infraestrutura necessária para a passagem de fibra óptica ou se seria possível a empresa fornecedora realizar vistoria para saber.
  • Avalie a realização de assembleia para discutir o tema, já que mais moradores poderiam concordar com eventuais investimentos em infraestrutura visando ao benefício.
  • É preciso pesar prós e contras e também pesquisar se realmente vale o investimento para o condomínio ou se, ao menos no momento, o ideal é investir em outras opções que não requeiram a realização de tais melhorias.

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