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Medicamentos: receita de boa utilização

18 de Setembro de 2015

Publicado em Saúde e bem-estar por Minha Área | Nenhum comentário

Evite riscos à saúde e ao meio ambiente observando data de vencimento e descartando corretamente as sobras

Com relação a medicamentos, a regra número é a necessidade de receita médica. Mas e aqueles que, mesmo adquiridos com receita, acabaram sobrando? Como armazenar com segurança dentro do apartamento ou fazer o descarte correto? Remédios

Primeiramente, é preciso considerar que os medicamentos devem ser conservados com cuidados especiais para que mantenham as características originais até o final do prazo de validade. Se isto não for feito, o produto pode não surtir o efeito esperado e até prejudicar a saúde.

A primeira providência, segundo José Francisco Roxo, presidente fundador da BHS (Brasil Health Service), responsável pelo programa “Descarte Consciente”, é tomar o cuidado necessário para não fazer confusão e garantir a preservação do medicamento. Isso significa manter os remédios em suas embalagens originais, a não ser que se utilize porta-medicamentos específicos para determinada semana ou dia.

“É preciso lembrar que os estudos de validade são realizados com as suas embalagens primárias para defender os medicamentos da umidade e do calor”, explica.

Onde guardar com segurança

Além de manter os medicamentos que estão na validade em suas embalagens originais, é preciso considerar um lugar adequado para armazená-los em casa.

A primeira necessidade está relacionada à segurança, especialmente se há crianças por perto. A intoxicação infantil por ingestão de medicamentos é uma das principais causas de morte de crianças abaixo dos 12 anos de idade.

“Todo cuidado é pouco. As crianças confundem os medicamentos com balas e outras guloseimas pelo colorido que eles possuem”, comenta Roxo. Para garantir a segurança, procure um local que não esteja ao alcance delas, podendo ser a parte mais alta de um armário ou guarda-roupa por exemplo.

Se houver a possibilidade de trancar o lugar com chave, ela deve ser considerada.

Outros pontos importantes são a luz e a umidade. Rosemeire Pinto de Magalhães é técnica de enfermagem do hospital Albert Einstein e comenta sobre a necessidade de se armazenar os medicamentos em um ambiente que também não tenha umidade nem luz direta.

“Em casa sempre coloco dentro de uma gaveta na cozinha, um lugar fresco, seco e livre de luz”, sugere.

Doar ou descartar?

E o que fazer quando a intenção não é guardar, mas doar ou descartar? Existem alguns lugares, geralmente igrejas ou associações, que recebem esse tipo de doação para distribuir para pessoas carentes, mas é preciso lembrar que essa atitude generosa, mesmo que os medicamentos estejam dentro da validade, também pode também envolver riscos pela possibilidade de automedicação ou a criação de um mercado paralelo.

O ideal, portanto, é procurar uma unidade básica de saúde ou um posto de coleta em uma farmácia que faça parte do Programa de Descarte Consciente. O objetivo é reunir farmácias que sejam pontos de coleta de medicamentos.

“Nesses pontos é possível registrar o código de barras das embalagens para garantir que o medicamento descartado terá um destino certo”, finaliza Roxo.

No condomínio, uma ideia é reunir moradores que queiram participar do programa Descarte Consciente e pedir para que cada um separe os medicamentos que deseja doar ou descartar. Como as estações coletoras contam com uma capacidade de até 20 quilos, o recomendável é que o descarte seja feito em quantidades menores, por isso, podem-se formar duplas ou pequenos grupos, escolher um ponto de coleta mais próximo e levar os medicamentos separados dentro de suas embalagens originais.

Isso vale tanto para os medicamentos na validade quanto para os que estiverem fora dela.

O importante é não fazer o descarte no lixo comum do condomínio e nem no vaso sanitário, já que são compostos de substâncias químicas que colocam em risco a saúde de crianças ou pessoas carentes que possam reutilizá-los ou, ainda, podem contaminar a água e o solo.

Descarte correto

  • Cada quilo de remédio descartado no lixo ou no vaso sanitário acaba contaminando quase 450 mil litros de água.
  • Desde 2009 um regulamento da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) possibilita que farmácias e drogarias participem de programas voluntários de coleta de resíduos de medicamentos para descarte.
  • Existem atualmente 550 estações de coleta de medicamentos em farmácias de todo o Brasil. É só separar medicamentos vencidos ou na validade, em suas embalagens originais, e levar a uma estação.
  • Para conhecer os pontos de coleta existentes no País é só acessar o site do programa: www.descarteconsciente.com.br

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