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Casa própria sem pressa

30 de Maio de 2013

Publicado em Meu bolso por Minha Área | Nenhum comentário

Consórcio de imóveis: parcelas sem juros e taxa de administração baixa. Mas hora de pegar as chaves depende da sorte

Comprar um imóvel é um projeto que exige fôlego financeiro e horizonte de longo prazo, por isso todas as opções devem ser avaliadas com muito cuidado. Ao lado dos financiamentos imobiliários estão os consórcios, que também merecem uma boa dose de atenção por parte de quem está interessado.

Os consórcios imobiliários funcionam como uma espécie de fundo que é alimentado por várias pessoas com um mesmo objetivo. Há sempre uma instituição responsável pela administração dos aportes, compra e distribuição dos bens entre os membros do consórcio, e a principal vantagem é que as parcelas não têm juros.

A vantagem financeira, porém, deve ser avaliada ao lado de outras particularidades do negócio, como a confiabilidade da administradora, o prazo de duração do consórcio e a existência de seguro. Outro critério fundamental ditado pelos seus planos: você tem pressa de pegar as chaves?

Veja se cabe nos seus planos

Cada consorciado possui uma cota, e os aportes mensais dos membros são destinados à compra dos imóveis. Os consorciados têm acesso a eles de acordo com a ordem de sorteio das cartas de crédito, feito pela Loteria Federal.

“Consórcio não é bom para quem tem pressa, porque ao mesmo tempo em que eu posso ser contemplado hoje, isso pode acontecer daqui a alguns anos. Então apesar de não existir juros na parcela e a taxa de administração ser relativamente baixa existe certo risco”, alerta Leonardo Theon de Moraes, advogado do escritório Felsberg e Associados.

Sem um horizonte de tempo definido para se ter o imóvel, a opção pelo consórcio se torna mais confortável.

“É o caso de quem está planejando, quer comprar um imóvel para um filho ou como investimento”, exemplifica o consultor financeiro Felipe Augusto Canal.

Também é possível dar um lance, como em um leilão, e pegar as chaves sem precisar ser contemplado pelo sorteio de uma carta de crédito.

Segundo Felipe Augusto, a estratégia pode ser utilizada por quem tem pressa e dispõe de algum volume de dinheiro.

“O dinheiro que seria utilizado para dar entrada em um financiamento, por exemplo, pode ser utilizado no lance. Se o lance for o mais alto a pessoa é contemplada”, explica. O dinheiro do lance é abatido das próximas parcelas a serem pagas.

Também pode ser possível utilizar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), mas nesse caso é preciso atender às regras da Caixa Econômica Federal. Uma delas é que o imóvel precisa ter destinação residencial.

Regras do funcionamento

Parcelas sem juros e a administração de uma instituição financeira estão por trás do interesse despertado por essa modalidade de compra de bens.  Mas para que a coisa funcione direito é preciso que uma série de fatores esteja nos conformes, começando pela entidade que vai administrar o negócio.

“Quando se vê uma oferta de consórcio, a primeira coisa a fazer é consultar o Banco Central e ver se a instituição está autorizada a fazer esse tipo de negócio e se não constam reclamações contra ela no Procon e em outros órgãos de defesa do consumidor”, recomenda o advogado.

Outro ponto a ser observado é a existência de um seguro, já que é ele que garante que o consórcio permanecerá de pé até o final do contrato caso haja inadimplência.

“É preciso ver se existe um fundo de reserva que garanta a concessão das cartas de crédito, se na entrega vai haver alienação fiduciária até a quitação total, hipoteca do bem e outras garantias”, diz.

Alguns itens do contrato e características do fundo também são indicadores do grau de segurança financeira do negócio.

“O contrato de adesão é o documento que vai estabelecer as diretrizes para os consorciantes e a administradora, e como é um negócio que vai te vincular por anos é importante consultar com cuidado”.

É válido ficar atento ao perfil das pessoas a que o consórcio atende e às especificações como, por exemplo, o que acontece em caso de desistência, se há o retorno dos valores pagos e a incisão de multas.

O “antes e depois” das chaves também conta. “É fundamental que o valor da parcela caiba dentro do orçamento. O ideal é que não ultrapasse 30%, e é bom lembrar que a partir do momento em que se é contemplado alguns gastos vão aparecer, como registro e documentação, os quais somam cerca de 5% do valor do imóvel”, destaca Felipe Augusto.

Para fazer um bom negócio

  • Confira sempre o histórico da instituição administradora e leve em conta as taxas de administração
  • Leia o contrato com atenção, conferindo a existência de seguros contra inadimplência e demais garantias
  • Lembre-se de que existem consórcios com diversos prazos, e que pode demorar para você ser contemplado

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