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Bichos: quem gosta cuida

27 de Outubro de 2015

Publicado em Comportamento por Minha Área | Nenhum comentário

É grande a diferença entre cuidar de animais e se tornar um acumulador. O que fazer se o seu vizinho está na 2ª opção?

Qual o número máximo de animais que alguém deveria ter em um apartamento? Segundo o Secovi-SP, tanto a permissão para se ter animais em casa quanto o número limite para a criação é algo que varia de acordo com cada condomínio e com seu respectivo regimento interno.

Cachorros

Ainda assim, entender a diferença entre um criador e um acumulador de animais pode ser fundamental para saber lidar com eventuais situações que possam ocorrer no prédio.

Segundo Cleber Fontana, médico veterinário do Hospital Veterinário Pet Care, não é a quantidade de animais que torna alguém um acumulador, mas sim a qualidade de tratamento que é ofertada aos bichos. “Quando os níveis de higiene e alimentação caem, e até maus tratos aparecem, esse proprietário deixa de ser um cuidador para se tornar um acumulador, independente de ter dez animais ou apenas dois”, afirma.

Quando o morador se insere em um perfil de acumulador, é comum que seus animais estejam mais propensos a adquirir doenças infectocontagiosas. “Por não haver condições de higiene adequadas e, muitas vezes, os animais não estarem com a vacinação em dia,  animais de proprietários com perfil de acumulador adquirem vírus e bactérias transmissoras de doenças com maior frequência”, explica o veterinário.

Com isso, não apenas o dono como também os vizinhos correm alguns riscos. Pelos e saliva deixados em brinquedos que estão nas áreas comuns voltadas a pets podem propagar a transmissão de  vírus. “Há muitas doenças que só de um animal cheirar o outro podem ser transmitidas”, diz Fontana.

O que fazer – Se você já notou que algum dos vizinhos tem um perfil de acumulador e não anda tratando bem os próprios animais, além de expor outros animais do prédio e moradores a riscos, é hora de ficar atento e buscar alguma solução.

Antônio Jorge Neto, diretor de uma administradora em São Paulo, explica que quando a presença de animais passa a perturbar a vida do condomínio, seja por mau cheiro, latidos excessivos ou até constantes maus-tratos do dono, o síndico deve ser acionado.

Algumas situações que costumam ser comuns em condomínios são aquelas em que vizinhos mantém os animais presos de forma permanente ou sem abrigo do sol e da chuva e, como isso em geral acontece nas áreas externas ou varandas, outros vizinhos acabam notando e se incomodando.

Medidas legais – De acordo com o que estiver havendo, algumas atitudes devem ser tomadas, o que pode significar desde uma conversa com o morador até outras ações, caso o diálogo não obtenha resultado.

Deve-se levar em conta, inclusive, que maus-tratos a animais é considerado crime segundo o artigo 32 da Lei Federal  9.605, de 1998, e artigo 164 do Código Penal, com pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. A denúncia deve ser feita através do190.

“Além disso, a presença de animais e sua circulação no condomínio devem respeitar as normas internas. Assim como é proibido som alto após às 22 horas, o incômodo que tenha a ver com os animais de estimação também deve ser de responsabilidade do dono”, comenta Neto.

Exemplos de maus-tratos

  • Abandonar, espancar, golpear, mutilar e envenenar;
  • Manter preso permanentemente em correntes;
  • Manter em locais pequenos e anti-higiênicos;
  • Não abrigar do sol, da chuva e do frio;
  • Deixar sem ventilação ou luz solar;
  • Não dar água e comida diariamente;
  • Negar assistência veterinária ao animal doente ou ferido;

Fonte: www.pea.org.br


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